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terça-feira, junho 23, 2015
sexta-feira, junho 05, 2015
RESENHA DE N° 7: A playlist de Hayden, Michelle Falkoff
Publicado pela editora Novo Conceito;
285 páginas;
Avaliação:
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O livro
começa com o principal, Sam, encontrando o amigo morto, Hayden, e com ele um
pen drive e um bilhete que dizia: “Para Sam. Ouça. Você vai entender.”
Já dá pra deduzir a tristeza toda que o livro vai ser.
Sam é
um menino magro e alto e normal. É um geek, então já seria um ótimo amigo para
mim. Ele fica obcecado com a playlist e em descobrir porque Hayden de matou. Se sente culpado porque eles
tinham brigado na noite em que isso aconteceu, então todas as músicas que falam
sobre tristeza e solidão o faz sentir muito pior.
Hayden
e ele jogam um jogo de MMORPG (Um jogo onde os jogadores podem interagir
independente da distância) e depois que Hayden morreu Sam continua recebendo
mensagens do Arquimago_Ged, que era o nome de Hayden no jogo. Então ficamos
suspeitando que Hayden tenha amigos (ao menos um que tem a senha) além de Sam,
e ele não sabia disso, já que fala o tempo todo que eles só tinham um ao outro.
Sam
conhece Astrid e como se espera, se apaixona por ela. Ela falou que era amiga
de Hayden, mas sempre oculta como se conheceram. Sam começa a acumular muitas
perguntas e nenhuma resposta. Por que Hayden se matou? O que aquelas músicas
queriam dizer? Por que Hayden não falou de Astrid? Quem é o Arquimago_Ged?
Muitas
outras perguntas aparecem, e as respostas também. A maioria não é surpreendente,
na verdade talvez só uma seja, mas isso de nada importa. A narrativa nos prende
tanto porque é de fácil compreensão como porque existem tantas perguntas sem
respostas que não podemos conter a curiosidade e ficamos lendo até termos uma
resposta.
Ao conhecer Hayden ficamos tão
apaixonados por ele (principalmente nós igualmente geeks) que chegamos a ficar
triste realmente, como se o conhecêssemos ou com muita vontade mesmo de conhecê-lo.
Ele sofre bullying pela família. E somente pela família. Uma coisa muito
diferente do que quase sempre é abordado e que talvez seja até pior do que o
bullying que geralmente é abordado e que temos mais conhecimento.
O que mais me deixou decepcionada
foi a playlist. Não as músicas que tem nela, mas a importância que todo mundo
(editora e autora) dá a ela para ela não ter quase nenhuma importância de
verdade. Sam só a menciona de vez em quando, falando se conhecia a música e o
que ela quer dizer, mas não fala nada demais e no final mesmo ele diz que não
serviu de nada.
Mas quem quiser ouvir à playlist
aqui está, aproveitem (se é que é possível):
É um livro que nos deixa só mais
curiosos à medida que os mistérios são desvendados e apesar disso o final não é
surpreendente e nem alegre. Recomendo para você que quer ler uma coisa
depressiva e misteriosa, a história pode não ser surpreendente mas a autora
sabe escrever bem e nos deixar realmente curiosos.
quarta-feira, fevereiro 04, 2015
Vídeo: A revolução dos Bichos, George Orwell
Nesse video eu comento sobre o livro "A revolução dos bichos", do Geroge Orwell. Espero que gostem! Olhem o que eu achei no vídeo abaixo.
Tentei ao máximo que fosse uma resenha, mas o livro não tem muito o que comentar a não ser as conclusões tiradas e como fiz isso com o livro Silo e acho que pouca gente gostou, talvez volte a fazer só futuramente. Podem comentar o que acharam, e sugestões também!
terça-feira, janeiro 13, 2015
RESENHA DE N° 6: Silo, Hugh Howey
Publicado pela editora Intríseca;
501 páginas;
Avaliação:
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O livro é intitulado “Silo” pelo
fato das pessoas morarem no que elas chamam silo (não fui clara, mas tenha
paciência). O silo é um lugar subterrâneo, com vários níveis (um para cada
função necessária para o funcionamento do silo) e todos esses níveis são
acessíveis somente por escadas em espiral (o que fez eu me perguntar se não
existe nenhum deficiente físico, ou se eles não saem de seus níveis, ou se eles
são mortos). A narrativa é dividida em quatro partes, tendo as três primeiras
falando sobre uma pessoa especificamente e a quarta variando entre as pessoas
citadas anteriormente.
Desde a primeira parte o livro
surpreende. Não me surpreendeu mais porque eu li a contra capa do livro (e é
por isso que eu prometi a mim mesma não fazer mais isso porque senão vou me
ferrar futuramente como aconteceu agora).
Começa com o xerife Holston
subindo as escadas (e prestando muita atenção nelas, mais do que eu prestaria
sobre qualquer coisa) e pensando na limpeza que vai fazer. Essa limpeza é feita
por pessoas que vão ao exterior, já que todas as imagens que as pessoas no
interior veem são transmitidas por câmeras (o que as pessoas vão limpar). As
pessoas que vão limpar, nunca mais voltam. E o livro já começa nessa revelação
sobre o xerife estar indo se matar e você não sabe o porquê.
A segunda parte é sobre a
prefeita Jahns. Ela decide fazer uma viagem até o último nível do silo. E essas
partes são para conhecermos melhor os personagens do livro que vão ser mais
detalhados na quarta parte, para introduzir-nos a Juliette Nichols (e para
mostrar que o autor não tem piedade).
Jules é a personagem principal do
livro (o que anula algumas possibilidades do que pode-se pensar que acontecerá,
mas mesmo assim ficamos com medo), ela é uma mulher que trabalha no último
nível do silo arrumando máquinas. Quando ela vai descobrindo coisas sobre o
exterior e sobre o passado, ela vai se colocando em perigo.
E aqui, no meio da resenha, uma foto da minha gata me impedindo de ler:
Esse livro foi o único que me fez
amar a personagem principal. Porque ela independente das outras mulheres que
são principais em todos os outros livros que eu li, não fica remoendo sobre seu
relacionamento por cinco ou seis páginas, ela se importa com o que realmente é
preciso. Ela se importa com o fato de que as coisas não acontecem pelo que ela
pensa, ela se irrita com isso e se alguém gosta dela isso é totalmente segundo
plano (talvez até terceiro). E não é porque eu não gosto de romance, é porque
se eu pego um livro para ler distopia, eu quero ler distopia. Eu quero ver o
mundo horrível em que eles vivem e o que fazem para melhorar esse mundo, não se
o/a personagem principal gosta mais de uma pessoa do que outra (ou se ela tem
que gostar).
Virou favorito porque eu estava
querendo ler uma distopia exatamente assim. Onde o sentimento importa, mas não
mais do que fazer as pessoas e a si mesmo pararem de sofrer, não mais do que
parar quem os engana. Até por que, se você é enganado e as coisas acontecem de
uma forma totalmente diferente do que é ensinado, como você pode ter tanta
certeza de que aquela pessoa a qual você passa tanto tempo pensando não te
engana também?
quinta-feira, dezembro 25, 2014
RESENHA DE N° 5: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, Robin Sloan
Publicado pela editora Novo Conceito;
288 páginas;
Avaliação:
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O livro
começa com Clay Jannon contando que trabalha numa livraria chata e que deveria
estar utilizando os conhecimentos que ganhou na faculdade. Ou seja, deveria ser
um web designer. Aí já começa meio chato. Porque como sempre colocam, o autor
diz que pessoas que sabem mexer em coisas nos computadores não são muito
chegadas a livros e praticamente o mundo fora do computador. E aí eu já começo
a odiar o personagem principal.
Clay
começa a perceber que na livraria existe uma parte onde é uma biblioteca. A
qual as pessoas vêm, pegam um livro e devolve o que pegaram emprestado antes
(nossa! Como se vocês não soubessem como funciona uma biblioteca). Só que a
parte da biblioteca é muito estranha, porque só pessoas (geralmente velhas
(Velhos não se ofendam , por favor)) de um clube escolhido pelo dono da
livraria podem pegar os livros da biblioteca, e esses livros estão sempre
escritos em códigos.
O dono
da biblioteca/livraria é o Sr. Penumbra (que no livro sempre se refere a Mr.
Penumbra, então eu me pergunto se o tradutor pensou que “Mr.” Era nome próprio
sem tradução), que é velho e divertido. E o meu personagem preferido. Ele é
ousado e nunca se importa com as reclamações do seu “patrão”.
Clay conhece
Kat, e se apaixona por ela. Esse romance é muito chato. Porque os dois
personagens são chatos (a menina é bem mais chata que ele). Porque ambos só
falam da internet, da imortalidade (o que poderia ser uma assunto legal se não
abordado dessa maneira) e do Google. Kat trabalha no Google, por isso tudo o
que outras pessoas pensam que não conseguem resolver ela diz que o Google pode
e que ele tem a resposta certa. Se os funcionários da Google são chatos assim,
espero nunca conhecer um.
Os post-its
que eu coloquei não foram todos para partes negativas dessa vez (Yaaay!). Eu fiquei
revirando os olhos quando Kat diz tal frase para Clay: “vai ter de beber, senão
não é uma festa de verdade, né?” Pag.75. Ok, então eu nunca fui a uma festa de
verdade na minha vida. E o mais chocante:
eu nunca pretendo ir.
Mas uma
coisa que me deixou feliz foi que: A Sra. Lapin (um dos membros da biblioteca e
que sempre a chamam por “Miss” também), tem sua casa com cheiro de maconha
sempre. E às vezes tem a fumaça! Eu não estou dizendo que isso é uma coisa que
pessoas deveriam fazer. Eu estou dizendo que autores deveriam fazer! Mas não
fumar (porém se quiserem, podem ir), e sim quebrar o preconceito. O preconceito
de que só quem faz coisa “proibida” são os jovens porque eles são “imprudentes”.
Que nada! Sra. Lapin é muito inteligente! E eu gostei de ele não ter atribuído
isso a algum jovem que ele cita e quem tem caráter fraco.
Chega
uma hora que o menino descobre porque os livros da biblioteca são
criptografados e é aí que o livro fica interessante. Antes disso, o livro era
só uma história chata de um menino que não gosta de onde trabalha e que está
encantado porque está namorando uma mulher que trabalha no Google.
E a
parte realmente interessante do livro é parte que eu menos entendi. Eu não sei
se foi porque o escritor não soube escrever ou porque eu não soube ler. Eu sei
que todo o enigma que tem e a resposta são confusos. E que até agora (eu
terminei o livro algumas horas atrás, mas mesmo assim) eu ainda estou tentando
entender essa parte do livro.
O livro fala muito sobre uma
fonte em particular. A Gerritszoon. Fala muito bem dela, como se fosse
sensacional, uma das mais lindas do mundo. Mas é normal. Clique nessa frase para ver a fonte (provavelmente você faz coisas em algum editor de imagem, né?). Mas o fascinante da fonte, é que ela foi
feita no metal, esculpida mesmo, por Grifo Gerritszonn (e eu só sei fazer cobrinhas nas massinhas).
Isso é o que o livro diz, eu não procurei saber se era verdade.
O fim do livro é confuso. É um
final chato. Eu, sinceramente, li e fiquei pensando: “É isso? Eu li o livro
todo para isso? Eu fiquei com vontade de abandonar, mas depois fiquei com
vontade de ler de novo, para nada? Sério? Mesmo?”. É, eu sou muito seletiva
quanto a livros que não têm como protagonista crianças.
quarta-feira, dezembro 10, 2014
RESENHA DE N° 4: O Começo de Tudo, Robyn Schneider
Publicado pela editora Novo Conceito;
288 páginas;
Conta a história de Ezra
Faulkner, um menino que era o melhor jogador de tênis, era quem todos queriam
ser, namorava uma menina que todos queriam namorar, tinha os amigos que todos
queriam ter. Até que ele sofre um acidente.
Nesse acidente, o joelho dele é atingido e por isso ele só consegue
andar com a ajuda de uma bengala.
Os “amigos” dele não foram visitá-lo
no hospital, e nem em sua casa. E é isso que o faz ficar uma daquelas pessoas
que não tem vontade de viver e etc. Não que ele seja um depressivo que pensa em
morrer, mas ele é um daqueles que pensam: Agora que eu não sou popular, não sei
o que faço da vida. E se afasta dos antigos “amigos” dele porque obviamente
eles não pareciam tão amigos assim.
No primeiro dia de aula, ele
volta a falar com um amigo que não falava a muito tempo, um amigo que ele diz
ter se afastado dele, depois de uma tragédia. Toby, o nome desse amigo. Toby é
o personagem que eu mais gostei no livro todo. Acontece uma tragédia com ele e
mesmo as pessoas sendo babacas o suficiente para fazer brincadeira com isso,
ele não está morrendo, diferente de Ezra.
Como o menino principal está com
o joelho acabado, não tem como jogar tênis, e como ele é uma pessoa obcecada
por isso, no livro todo ele fala disso. De como sente saudades, do que fazia e
etc. Mas antes ele cita que só joga tênis tão bem porque os pais dele o
obrigaram a aprender (e sabemos que “obrigar” é contra vontade. Deduzindo
então, que ele não gostava)(vocês estavam sentindo falta dos parênteses que eu
sei).
Então, Toby convida Ezra para ser
do grupo de debate, e é assim que ele encontra um novo grupo de amigos. Nesse
grupo ele conhece Cassidy. Uma menina a qual ele se apaixona (e que era uma
pessoa bem legal até o final).
Um fator que me incomodou muito
(extremamente) foi todo mundo que faz uma idiotice ser chamado de “filho da
puta”. Para Ezra e seus amigos putas ensinam aos seus filhos e filhas a bater
nos carros e não socorrer as vítimas, a insultar pessoas com deficiências e a pichar
brinquedos de crianças. Eu digo isso (caso não tenha percebido) ironicamente,
porque quando essas coisas acontecem o primeiro “insulto” que lhes vêm a cabeça
é: “Você é um filho da puta.” Ok, então se minha mãe fosse uma puta, todas as
idiotices que eu fizesse seria culpa dela, apesar de quem ter feito fui eu e
não ela. É por isso que diferente do que Sarah Mlynowski fala na contra capa do
livro, eu não fiquei loucamente, profundamente, desesperadamente apaixonada por
Ezra Faulkner, porque eu não me apaixono por pessoas machistas.
Sem contar que quando Ezra pensa
na possibilidade de Toby ser gay ele pensa exatamente assim: “Era estranho para
mim pensar que Toby podia ser gay. Não deixa de ter sentido, mas não me incomodava
em nada.” (pg. 167). Não é estranho se sentir bem porque alguém é gay, é
estranho você se incomodar com isso, porque a vida é dele e ele é gay porque
ele é e acabou. Porque você se incomodaria com ele ser gay mas não se incomoda
com sua amiga ser hétero? Podem pensar ser coisas diferentes mas não é. E o que
me incomoda mais nesses dois pontos, é estar escrito num livro, um objeto que
ensina, maneiras preconceituosas de lidar com uma situação.
Mas enfim, no final nos é
revelado algo (o que eu já sabia e pensei que não era segredo), que não explica
muita coisa. Que não explica nada. A consequência dessa revelação não tem
sentido. E o livro acaba com uma situação sem sentido (tão sem sentido que
quando eu acabei o livro fiquei: hã?). Desculpem-me se não estou sendo clara,
caso eu fosse, estaria dando spoiler. Mas, se vocês leram, podem deixar nos
comentários que nós conversamos sobre o livro! Eu aceito discordâncias, e
aceito perguntas também.
Caso você goste de um livro onde
tem todo aquele cenário de pessoas populares na escola e tentar descobrir quem
você realmente é, você vai gostar desse livro. Porém, eu sinto como se não
fosse o melhor livro sobre isso (eu sinto que nem é perto disso). É com certeza
um livro para passar o tempo. É leve, e não tem complicação nenhuma. É fácil de
entender e gostar, mas não é de se amar.
quinta-feira, dezembro 04, 2014
RESENHA DE N° 3: O Enigma das Estrelas, F. T. Farah
No primeiro volume da saga Clube dos Mistérios, a turma é encorajada a acampar no topo do Morro dos Anjos. Uma experiência do outro mundo marcará suas vidas. Para sempre.
Clube dos Mistérios Volume 1;
Publicado pela editora Geração Editorial;
Publicado pela editora Geração Editorial;
512 páginas;
O livro
conta a história de cinco crianças: Vicentinho, Carmem, Carola, Alfredo e
Jonas. Ao decorrer do livro aparecem muito mais personagens que pra mim foi
impossível decorar seus nomes e papéis, tanto porque tinha muita gente, quanto
eles não eram tão importantes assim.
Todos são
de cidades diferentes (que eu não decorei também porque são 5. 5 cidades
diferentes e desnecessárias de serem decoradas), e só se veem nas férias de
julho, quando todos vão para Morro do Ferro, em Minas Gerais.
Todos
que já moraram nessa cidade já viram luzes estranhas e por causa disso existem
várias lendas sobre essas luzes e quais as consequências de suas aparições. E a
história desse livro gira em torno dessas histórias.
A
edição que eu li foi uma de, como ele gosta de dizer, 10 anos depois da
publicação original, e algumas coisas foram colocadas e adaptadas para a época
e porque o autor quis.
O que
mais me deixou “hã?”, nessa história, foi o fato de ter colocado Raul Seixas
como um profeta. Eu sinceramente não posso dizer mais que isso porque imagino
ser spoiler, mas, por favor, quem já leu ou quando ler, conte-me se só eu achei
essas partes da história sem sentido e necessidade (e que me fez pensar que
talvez F. T. Farah teve um sonho muito estranho antes de revisar o livro).
Esse
livro desde o começo me fez pensar se foi destinado para crianças. Não sei se é
porque eu acredito no assunto abordado, mas definitivamente é um livro
assustador e se eu o tivesse lido com 11 ou 12 anos de idade, não conseguiria
dormir direito (não que eu consiga agora, mas isso é particular).
Outra
coisa que me incomodou foi o final. No meio do livro nos é revelado alguma
coisa, uma coisa que se me contassem eu não conseguiria viver como antes. Não
conseguiria comer direito, nem mudar de assunto de uma hora pra outra como se
isso fosse besteira. Mas para os personagens do livro, isso não é nada para
ficar alarmado, não é motivo pra mudar o estilo de vida. Novamente, eu não sei
se é porque eu acredito no assunto, mas se eu fosse uma pessoa que conhecia uma
pessoa (ou fosse a própria pessoa) a qual aconteceu uma coisa estranha do tipo
que acontece no livro, nunca viveria normal novamente. Nunca viveria nem
próximo de normal. As pessoas dos livros de crianças costumam ser mais fortes
do que qualquer outro estilo de livro. E eu nunca me acostumo com isso.
Então
no geral, o livro é muito legal, e me faz querer ler a continuação. É um livro
curto (o que eu sou a favor), de leitura rápida e acontecimentos rápidos, não
tem nenhuma enrolação como vários outros por aí. Apesar dos lados negativos, eu
gostei. Talvez porque eu gosto muito de livros infantis, talvez porque eu sou estranha.
Ou talvez porque o livro é bom mesmo.
Booktrailer do livro:
sexta-feira, novembro 07, 2014
RESENHA DE N° 2: Morte Súbita, J. K. Rowling
Publicado pela editora Nova Fronteira;
512 páginas;
Nesse livro da autora J. K. temos um distrito(Pagford) e um bairro(Fields) e principalmente (ou ao menos é o que todos do livro pensam ser o principal), uma briga entre o bairro ser uma despesa para o distrito ou não. Em Fields, a maioria das pessoas que lá moram são viciadas em alguma droga e por isso nesse bairro tem a Clínica de Reabilitação Bellchapel que é sempre discutida entre os conselheiros do distrito.
A história do livro começa quando um
conselheiro de Pagford, Barry Fairbrother, morre subitamente (não é spoiler).
Fairbrother sendo um dos únicos conselheiros que defendia Fields, terá a morte
muito lamentada por uma parte e muito festejada por outra.
No livro vemos a história de várias
famílias e de quase todos os membros dessas famílias. Temos histórias de
adolescentes, adultos e de uma criancinha.
As histórias dos adolescentes envolvem bullying, violência doméstica, cuidar do irmão mais novo e de uma mãe
viciada quimicamente em drogas, viver com um pai adotivo que possui problemas
mentais entre todos os outros problemas que adolescentes geralmente passam.
Muita história vinda de uma mente só, com somente 1/3 de personagens do livro
todo.
Já entre os adultos tudo se resume a
mentiras. Todos mentem para todos, todos traem, todos se vingam, todos querem
ser cegos quanto a tudo isso. Os adultos sofrem ainda o que somos acostumados a
ver adultos sofrerem: solidão, sofrimento, desprezo, incompreensão, egoísmo,
vício... E todos os outros problemas clichês.
O final do livro não me surpreendeu, mas acho que surpreendeu muita gente. Aconteceu o que eu acho importantíssimo que aconteça para que os livros sejam bons, por isso gostei bastante do final.
O décimo livro da J. K. Rowling é um
bem diferente do que era acostumado se esperar dela. Muitas resenhas por aí
dizem que esse livro é muito pesado, porque aborda drogas, bullying e estupro.
Mas como tudo, depende do referencial. Não foi o livro mais pesado que eu já li,
não foi nem o segundo mais pesado, mas se compararmos a Harry Potter, com
certeza, esse livro contém histórias desagradáveis, porém que acontecem.
E para pessoas que gostam de séries,
esse livro será adaptado para uma (uma minissérie...)! Deveria ter lançado três
episódios esse ano (o que não aconteceu), porém a minissérie não foi cancelada
(ainda). Algumas pessoas do elenco já foram divulgadas e temos o nosso lindo e
perfeitamente maravilhoso (desculpem) Michael Gambon (Dumbledore). Aqui
o elenco que já foi divulgado:
· Michael Gambon — Howard Mollison, o dono da
padaria de Pagford.
·
Julia McKenzie — Shirley, a esposa de
Howard.
·
Rufus Jones —
Miles, filho de Howard.
·
Keeley Hawes — Samantha Mollison, esposa de Rufus.
·
Rory Kinnear — Barry Fairbrother.
·
Keeley Forsyth — Terry Weedon.
·
Abigail Lawrie — Krystal
Weedon, filha de Terry.
·
Monica Dolan — Tessa Wall.
·
Simon McBurney — Colin Wall, marido de
Tessa.
·
Richard Glover — Simon Price.
·
Marie Critchley — Ruth Price, esposa de Simon.
·
Michelle Austin — Kay Bawden.
quinta-feira, outubro 02, 2014
RESENHA DE N° 1: Inferno, Dan Brown
"Busca e encontrarás!" Dessa vez Robert Langdon precisa usar sua grande habilidade como simbologista para salvar a própria vida e conter uma ameaça que pode destruir toda a humanidade.
Publicado pela Editora Arqueiro;
448 páginas;
Avaliação:
448 páginas;
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No sexto livro do autor Dan Brown, o professor Robert Langdon (ambos famosos desde O código Da Vinci) acorda em um hospital na Itália e não se recorda de como chegou e porque está lá. Tem a ajuda da médica Sienna Brooks para (como de costume) ajudá-lo a desvendar um mistério, que caso continue vendado, o mundo sofrerá sérias consequências.
Como
clássico de Dan Brown, esse livro é focado em algo. A Divina Comédia, de Dante
Alighiere. Uma obra de arte. Então, como um exemplo de metalinguagem, temos um
livro falando de um livro (isso pode ser considerado metalinguagem, eu acho).
Tal livro (A Divina Comédia) é separado em três livros: “Inferno, Purgatório e
o Paraíso”. Porém no livro de Dan Brown, toda a história gira em torno do
primeiro livro, (como o próprio nome sugere) Inferno. Talvez porque é o nome
que chama mais atenção dos três, talvez porque nenhum dos outros dois encaixariam-se no enredo, talvez porque é o livro mais legal dos três. Vai saber!
As pessoas têm mania de falar que Dan Brown é comercial e por isso todas as
histórias dele sempre são do mesmo jeito, mas Nicholas Sparks e John Green também
são. Caso contrário, pessoas importantes para a trama dos livros não morreriam
em todos os livros (tá, maioria).
Nesse
livro discute-se uma questão realmente importante (mas que talvez o autor tenha
exagerado): Superpopulação. E é juntamente com essa questão que o livro de
Dante está sempre relacionado (ou geralmente). No livro, a Organização Mundial
da Saúde (OMS) está muito preocupada com o geneticista, Bertrand Zobrist (que é
inclusive o vilão de todo o livro), que quer arrumar esse problema já citado
antes, mas que não concorda com as maneiras que a OMS está tomando, por isso,
ele toma outro rumo não muito agradável aos mocinhos.
Dan Brown é um autor que sempre
usa a mesma fórmula para fazer seus livros, e deve ser por isso que muitas
pessoas não apreciam suas obras. Neles sempre existem reviravoltas, órgãos de
importância envolvidos em projetos polêmicos, e no final tudo funciona bem. E
apesar disso, ele ainda é um dos meus autores preferidos, porque eu aprendo com
seus livros coisas mais interessantes e que eu realmente não me arrependo de
aprender, do que na escola (não pense que a escola é ruim, ela só não ensina
muitas coisas interessantes); e podem até dizer que ele procurou tudo no Google
e encaixou no livro de alguma forma, isso é bom! Quer um livro melhor do que um
que te polpa fazer pesquisas por já ter todas as respostas, ainda por cima
dentro de um enredo de investigações? Não era com informações importantes
dentro de uma historinha que aprendíamos (ao menos a maioria) as coisas quando
criança?
De qualquer forma, o livro
tem sim algumas propagandas, mas isso é irrelevante. Muitas reviravoltas, e só
algumas me surpreenderam, e o final não é como sempre se espera. Não é um final
ruim (desculpa pelo quase spoiler), mas não é o que todo mundo esperava.
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