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terça-feira, junho 23, 2015

Vídeo: O Projeto Rosie, Graeme Simsion

Um comentário

               Nesse vídeo eu falo do livro que li ano passado: O projeto Rosie, do Graeme Simsion. É uma comédia romântica e eu já adianto que achei muito bom. Espero que gostem e podem comentar a vontade ^^

sexta-feira, junho 05, 2015

RESENHA DE N° 7: A playlist de Hayden, Michelle Falkoff

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Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.
Publicado pela editora Novo Conceito;
285 páginas;
Avaliação:

                O livro começa com o principal, Sam, encontrando o amigo morto, Hayden, e com ele um pen drive e um bilhete que dizia: “Para Sam. Ouça. Você vai entender.” Já dá pra deduzir a tristeza toda que o livro vai ser.
                Sam é um menino magro e alto e normal. É um geek, então já seria um ótimo amigo para mim. Ele fica obcecado com a playlist e em descobrir porque  Hayden de matou. Se sente culpado porque eles tinham brigado na noite em que isso aconteceu, então todas as músicas que falam sobre tristeza e solidão o faz sentir muito pior.
                Hayden e ele jogam um jogo de MMORPG (Um jogo onde os jogadores podem interagir independente da distância) e depois que Hayden morreu Sam continua recebendo mensagens do Arquimago_Ged, que era o nome de Hayden no jogo. Então ficamos suspeitando que Hayden tenha amigos (ao menos um que tem a senha) além de Sam, e ele não sabia disso, já que fala o tempo todo que eles só tinham um ao outro.
                Sam conhece Astrid e como se espera, se apaixona por ela. Ela falou que era amiga de Hayden, mas sempre oculta como se conheceram. Sam começa a acumular muitas perguntas e nenhuma resposta. Por que Hayden se matou? O que aquelas músicas queriam dizer? Por que Hayden não falou de Astrid? Quem é o Arquimago_Ged?
                Muitas outras perguntas aparecem, e as respostas também. A maioria não é surpreendente, na verdade talvez só uma seja, mas isso de nada importa. A narrativa nos prende tanto porque é de fácil compreensão como porque existem tantas perguntas sem respostas que não podemos conter a curiosidade e ficamos lendo até termos uma resposta.
Ao conhecer Hayden ficamos tão apaixonados por ele (principalmente nós igualmente geeks) que chegamos a ficar triste realmente, como se o conhecêssemos ou com muita vontade mesmo de conhecê-lo. Ele sofre bullying pela família. E somente pela família. Uma coisa muito diferente do que quase sempre é abordado e que talvez seja até pior do que o bullying que geralmente é abordado e que temos mais conhecimento.
O que mais me deixou decepcionada foi a playlist. Não as músicas que tem nela, mas a importância que todo mundo (editora e autora) dá a ela para ela não ter quase nenhuma importância de verdade. Sam só a menciona de vez em quando, falando se conhecia a música e o que ela quer dizer, mas não fala nada demais e no final mesmo ele diz que não serviu de nada.
Mas quem quiser ouvir à playlist aqui está, aproveitem (se é que é possível):


É um livro que nos deixa só mais curiosos à medida que os mistérios são desvendados e apesar disso o final não é surpreendente e nem alegre. Recomendo para você que quer ler uma coisa depressiva e misteriosa, a história pode não ser surpreendente mas a autora sabe escrever bem e nos deixar realmente curiosos.

quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Vídeo: A revolução dos Bichos, George Orwell

2 comentários

                Nesse video eu comento sobre o livro "A revolução dos bichos", do Geroge Orwell. Espero que gostem! Olhem o que eu achei no vídeo abaixo.


                Tentei ao máximo que fosse uma resenha, mas o livro não tem muito o que comentar a não ser as conclusões tiradas e como fiz isso com o livro Silo e acho que pouca gente gostou, talvez volte a fazer só futuramente. Podem comentar o que acharam, e sugestões também!

terça-feira, janeiro 13, 2015

RESENHA DE N° 6: Silo, Hugh Howey

Um comentário

O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade?Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo.
Publicado pela editora Intríseca;
501 páginas;
Avaliação:

O livro é intitulado “Silo” pelo fato das pessoas morarem no que elas chamam silo (não fui clara, mas tenha paciência). O silo é um lugar subterrâneo, com vários níveis (um para cada função necessária para o funcionamento do silo) e todos esses níveis são acessíveis somente por escadas em espiral (o que fez eu me perguntar se não existe nenhum deficiente físico, ou se eles não saem de seus níveis, ou se eles são mortos). A narrativa é dividida em quatro partes, tendo as três primeiras falando sobre uma pessoa especificamente e a quarta variando entre as pessoas citadas anteriormente.
Desde a primeira parte o livro surpreende. Não me surpreendeu mais porque eu li a contra capa do livro (e é por isso que eu prometi a mim mesma não fazer mais isso porque senão vou me ferrar futuramente como aconteceu agora).
Começa com o xerife Holston subindo as escadas (e prestando muita atenção nelas, mais do que eu prestaria sobre qualquer coisa) e pensando na limpeza que vai fazer. Essa limpeza é feita por pessoas que vão ao exterior, já que todas as imagens que as pessoas no interior veem são transmitidas por câmeras (o que as pessoas vão limpar). As pessoas que vão limpar, nunca mais voltam. E o livro já começa nessa revelação sobre o xerife estar indo se matar e você não sabe o porquê.
A segunda parte é sobre a prefeita Jahns. Ela decide fazer uma viagem até o último nível do silo. E essas partes são para conhecermos melhor os personagens do livro que vão ser mais detalhados na quarta parte, para introduzir-nos a Juliette Nichols (e para mostrar que o autor não tem piedade).
Jules é a personagem principal do livro (o que anula algumas possibilidades do que pode-se pensar que acontecerá, mas mesmo assim ficamos com medo), ela é uma mulher que trabalha no último nível do silo arrumando máquinas. Quando ela vai descobrindo coisas sobre o exterior e sobre o passado, ela vai se colocando em perigo.
E aqui, no meio da resenha, uma foto da minha gata me impedindo de ler:

Esse livro foi o único que me fez amar a personagem principal. Porque ela independente das outras mulheres que são principais em todos os outros livros que eu li, não fica remoendo sobre seu relacionamento por cinco ou seis páginas, ela se importa com o que realmente é preciso. Ela se importa com o fato de que as coisas não acontecem pelo que ela pensa, ela se irrita com isso e se alguém gosta dela isso é totalmente segundo plano (talvez até terceiro). E não é porque eu não gosto de romance, é porque se eu pego um livro para ler distopia, eu quero ler distopia. Eu quero ver o mundo horrível em que eles vivem e o que fazem para melhorar esse mundo, não se o/a personagem principal gosta mais de uma pessoa do que outra (ou se ela tem que gostar).
Virou favorito porque eu estava querendo ler uma distopia exatamente assim. Onde o sentimento importa, mas não mais do que fazer as pessoas e a si mesmo pararem de sofrer, não mais do que parar quem os engana. Até por que, se você é enganado e as coisas acontecem de uma forma totalmente diferente do que é ensinado, como você pode ter tanta certeza de que aquela pessoa a qual você passa tanto tempo pensando não te engana também?

quinta-feira, dezembro 25, 2014

RESENHA DE N° 5: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, Robin Sloan

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A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…
Publicado pela editora Novo Conceito;
288 páginas;
Avaliação:

                O livro começa com Clay Jannon contando que trabalha numa livraria chata e que deveria estar utilizando os conhecimentos que ganhou na faculdade. Ou seja, deveria ser um web designer. Aí já começa meio chato. Porque como sempre colocam, o autor diz que pessoas que sabem mexer em coisas nos computadores não são muito chegadas a livros e praticamente o mundo fora do computador. E aí eu já começo a odiar o personagem principal.
                Clay começa a perceber que na livraria existe uma parte onde é uma biblioteca. A qual as pessoas vêm, pegam um livro e devolve o que pegaram emprestado antes (nossa! Como se vocês não soubessem como funciona uma biblioteca). Só que a parte da biblioteca é muito estranha, porque só pessoas (geralmente velhas (Velhos não se ofendam , por favor)) de um clube escolhido pelo dono da livraria podem pegar os livros da biblioteca, e esses livros estão sempre escritos em códigos.
                O dono da biblioteca/livraria é o Sr. Penumbra (que no livro sempre se refere a Mr. Penumbra, então eu me pergunto se o tradutor pensou que “Mr.” Era nome próprio sem tradução), que é velho e divertido. E o meu personagem preferido. Ele é ousado e nunca se importa com as reclamações do seu “patrão”.
                Clay conhece Kat, e se apaixona por ela. Esse romance é muito chato. Porque os dois personagens são chatos (a menina é bem mais chata que ele). Porque ambos só falam da internet, da imortalidade (o que poderia ser uma assunto legal se não abordado dessa maneira) e do Google. Kat trabalha no Google, por isso tudo o que outras pessoas pensam que não conseguem resolver ela diz que o Google pode e que ele tem a resposta certa. Se os funcionários da Google são chatos assim, espero nunca conhecer um.
                Os post-its que eu coloquei não foram todos para partes negativas dessa vez (Yaaay!). Eu fiquei revirando os olhos quando Kat diz tal frase para Clay: “vai ter de beber, senão não é uma festa de verdade, né?” Pag.75. Ok, então eu nunca fui a uma festa de verdade na minha vida. E o mais chocante:  eu nunca pretendo ir.
                Mas uma coisa que me deixou feliz foi que: A Sra. Lapin (um dos membros da biblioteca e que sempre a chamam por “Miss” também), tem sua casa com cheiro de maconha sempre. E às vezes tem a fumaça! Eu não estou dizendo que isso é uma coisa que pessoas deveriam fazer. Eu estou dizendo que autores deveriam fazer! Mas não fumar (porém se quiserem, podem ir), e sim quebrar o preconceito. O preconceito de que só quem faz coisa “proibida” são os jovens porque eles são “imprudentes”. Que nada! Sra. Lapin é muito inteligente! E eu gostei de ele não ter atribuído isso a algum jovem que ele cita e quem tem caráter fraco.
                Chega uma hora que o menino descobre porque os livros da biblioteca são criptografados e é aí que o livro fica interessante. Antes disso, o livro era só uma história chata de um menino que não gosta de onde trabalha e que está encantado porque está namorando uma mulher que trabalha no Google.
                E a parte realmente interessante do livro é parte que eu menos entendi. Eu não sei se foi porque o escritor não soube escrever ou porque eu não soube ler. Eu sei que todo o enigma que tem e a resposta são confusos. E que até agora (eu terminei o livro algumas horas atrás, mas mesmo assim) eu ainda estou tentando entender essa parte do livro.
O livro fala muito sobre uma fonte em particular. A Gerritszoon. Fala muito bem dela, como se fosse sensacional, uma das mais lindas do mundo. Mas é normal. Clique nessa frase para ver a fonte (provavelmente você faz coisas em algum editor de imagem, né?).  Mas o fascinante da fonte, é que ela foi feita no metal, esculpida mesmo, por Grifo Gerritszonn (e eu só sei fazer cobrinhas nas massinhas). Isso é o que o livro diz, eu não procurei saber se era verdade.
O fim do livro é confuso. É um final chato. Eu, sinceramente, li e fiquei pensando: “É isso? Eu li o livro todo para isso? Eu fiquei com vontade de abandonar, mas depois fiquei com vontade de ler de novo, para nada? Sério? Mesmo?”. É, eu sou muito seletiva quanto a livros que não têm como protagonista crianças.

quarta-feira, dezembro 10, 2014

RESENHA DE N° 4: O Começo de Tudo, Robyn Schneider

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O Começo de Tudo é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.
Publicado pela editora Novo Conceito;
288 páginas;
Avaliação:

Contém palavras conhecidas como "palavrões", já que cita frases do livro.

Conta a história de Ezra Faulkner, um menino que era o melhor jogador de tênis, era quem todos queriam ser, namorava uma menina que todos queriam namorar, tinha os amigos que todos queriam ter. Até que ele sofre um acidente.  Nesse acidente, o joelho dele é atingido e por isso ele só consegue andar com a ajuda de uma bengala.
Os “amigos” dele não foram visitá-lo no hospital, e nem em sua casa. E é isso que o faz ficar uma daquelas pessoas que não tem vontade de viver e etc. Não que ele seja um depressivo que pensa em morrer, mas ele é um daqueles que pensam: Agora que eu não sou popular, não sei o que faço da vida. E se afasta dos antigos “amigos” dele porque obviamente eles não pareciam tão amigos assim.
No primeiro dia de aula, ele volta a falar com um amigo que não falava a muito tempo, um amigo que ele diz ter se afastado dele, depois de uma tragédia. Toby, o nome desse amigo. Toby é o personagem que eu mais gostei no livro todo. Acontece uma tragédia com ele e mesmo as pessoas sendo babacas o suficiente para fazer brincadeira com isso, ele não está morrendo, diferente de Ezra.
Como o menino principal está com o joelho acabado, não tem como jogar tênis, e como ele é uma pessoa obcecada por isso, no livro todo ele fala disso. De como sente saudades, do que fazia e etc. Mas antes ele cita que só joga tênis tão bem porque os pais dele o obrigaram a aprender (e sabemos que “obrigar” é contra vontade. Deduzindo então, que ele não gostava)(vocês estavam sentindo falta dos parênteses que eu sei).
Então, Toby convida Ezra para ser do grupo de debate, e é assim que ele encontra um novo grupo de amigos. Nesse grupo ele conhece Cassidy. Uma menina a qual ele se apaixona (e que era uma pessoa bem legal até o final).
Um fator que me incomodou muito (extremamente) foi todo mundo que faz uma idiotice ser chamado de “filho da puta”. Para Ezra e seus amigos putas ensinam aos seus filhos e filhas a bater nos carros e não socorrer as vítimas, a insultar pessoas com deficiências e a pichar brinquedos de crianças. Eu digo isso (caso não tenha percebido) ironicamente, porque quando essas coisas acontecem o primeiro “insulto” que lhes vêm a cabeça é: “Você é um filho da puta.” Ok, então se minha mãe fosse uma puta, todas as idiotices que eu fizesse seria culpa dela, apesar de quem ter feito fui eu e não ela. É por isso que diferente do que Sarah Mlynowski fala na contra capa do livro, eu não fiquei loucamente, profundamente, desesperadamente apaixonada por Ezra Faulkner, porque eu não me apaixono por pessoas machistas.
Sem contar que quando Ezra pensa na possibilidade de Toby ser gay ele pensa exatamente assim: “Era estranho para mim pensar que Toby podia ser gay. Não deixa de ter sentido, mas não me incomodava em nada.” (pg. 167). Não é estranho se sentir bem porque alguém é gay, é estranho você se incomodar com isso, porque a vida é dele e ele é gay porque ele é e acabou. Porque você se incomodaria com ele ser gay mas não se incomoda com sua amiga ser hétero? Podem pensar ser coisas diferentes mas não é. E o que me incomoda mais nesses dois pontos, é estar escrito num livro, um objeto que ensina, maneiras preconceituosas de lidar com uma situação.
Mas enfim, no final nos é revelado algo (o que eu já sabia e pensei que não era segredo), que não explica muita coisa. Que não explica nada. A consequência dessa revelação não tem sentido. E o livro acaba com uma situação sem sentido (tão sem sentido que quando eu acabei o livro fiquei: hã?). Desculpem-me se não estou sendo clara, caso eu fosse, estaria dando spoiler. Mas, se vocês leram, podem deixar nos comentários que nós conversamos sobre o livro! Eu aceito discordâncias, e aceito perguntas também.
Caso você goste de um livro onde tem todo aquele cenário de pessoas populares na escola e tentar descobrir quem você realmente é, você vai gostar desse livro. Porém, eu sinto como se não fosse o melhor livro sobre isso (eu sinto que nem é perto disso). É com certeza um livro para passar o tempo. É leve, e não tem complicação nenhuma. É fácil de entender e gostar, mas não é de se amar.

quinta-feira, dezembro 04, 2014

RESENHA DE N° 3: O Enigma das Estrelas, F. T. Farah

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No primeiro volume da saga Clube dos Mistérios, a turma é encorajada a acampar no topo do Morro dos Anjos. Uma experiência do outro mundo marcará suas vidas. Para sempre.
Clube dos Mistérios Volume 1;
Publicado pela editora Geração Editorial;
512 páginas;
Avaliação:

                O livro conta a história de cinco crianças: Vicentinho, Carmem, Carola, Alfredo e Jonas. Ao decorrer do livro aparecem muito mais personagens que pra mim foi impossível decorar seus nomes e papéis, tanto porque tinha muita gente, quanto eles não eram tão importantes assim.
                Todos são de cidades diferentes (que eu não decorei também porque são 5. 5 cidades diferentes e desnecessárias de serem decoradas), e só se veem nas férias de julho, quando todos vão para Morro do Ferro, em Minas Gerais.
                Todos que já moraram nessa cidade já viram luzes estranhas e por causa disso existem várias lendas sobre essas luzes e quais as consequências de suas aparições. E a história desse livro gira em torno dessas histórias.
                A edição que eu li foi uma de, como ele gosta de dizer, 10 anos depois da publicação original, e algumas coisas foram colocadas e adaptadas para a época e porque o autor quis.
                O que mais me deixou “hã?”, nessa história, foi o fato de ter colocado Raul Seixas como um profeta. Eu sinceramente não posso dizer mais que isso porque imagino ser spoiler, mas, por favor, quem já leu ou quando ler, conte-me se só eu achei essas partes da história sem sentido e necessidade (e que me fez pensar que talvez F. T. Farah teve um sonho muito estranho antes de revisar o livro).
                Esse livro desde o começo me fez pensar se foi destinado para crianças. Não sei se é porque eu acredito no assunto abordado, mas definitivamente é um livro assustador e se eu o tivesse lido com 11 ou 12 anos de idade, não conseguiria dormir direito (não que eu consiga agora, mas isso é particular).
                Outra coisa que me incomodou foi o final. No meio do livro nos é revelado alguma coisa, uma coisa que se me contassem eu não conseguiria viver como antes. Não conseguiria comer direito, nem mudar de assunto de uma hora pra outra como se isso fosse besteira. Mas para os personagens do livro, isso não é nada para ficar alarmado, não é motivo pra mudar o estilo de vida. Novamente, eu não sei se é porque eu acredito no assunto, mas se eu fosse uma pessoa que conhecia uma pessoa (ou fosse a própria pessoa) a qual aconteceu uma coisa estranha do tipo que acontece no livro, nunca viveria normal novamente. Nunca viveria nem próximo de normal. As pessoas dos livros de crianças costumam ser mais fortes do que qualquer outro estilo de livro. E eu nunca me acostumo com isso.
                Então no geral, o livro é muito legal, e me faz querer ler a continuação. É um livro curto (o que eu sou a favor), de leitura rápida e acontecimentos rápidos, não tem nenhuma enrolação como vários outros por aí. Apesar dos lados negativos, eu gostei. Talvez porque eu gosto muito de livros infantis, talvez porque eu sou estranha. Ou talvez porque o livro é bom mesmo.

Booktrailer do livro:

sexta-feira, novembro 07, 2014

RESENHA DE N° 2: Morte Súbita, J. K. Rowling

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Ricos em guerra com os pobres, adolescentes em guerra com seus pais, esposas em guerra com seus maridos, professores em guerra com seus pupilos - Pagford não é o que parece ser.
Publicado pela editora Nova Fronteira;
512 páginas;
Avaliação:

                Nesse livro da autora J. K. temos um distrito(Pagford) e um bairro(Fields) e principalmente (ou ao menos é o que todos do livro pensam ser o principal), uma briga entre o bairro ser uma despesa para o distrito ou não. Em Fields, a maioria das pessoas que lá moram são viciadas em alguma droga e por isso nesse bairro tem a Clínica de Reabilitação Bellchapel que é sempre discutida entre os conselheiros do distrito.

A história do livro começa quando um conselheiro de Pagford, Barry Fairbrother, morre subitamente (não é spoiler). Fairbrother sendo um dos únicos conselheiros que defendia Fields, terá a morte muito lamentada por uma parte e muito festejada por outra.
No livro vemos a história de várias famílias e de quase todos os membros dessas famílias. Temos histórias de adolescentes, adultos e de uma criancinha.
As histórias dos adolescentes envolvem bullying, violência doméstica, cuidar do irmão mais novo e de uma mãe viciada quimicamente em drogas, viver com um pai adotivo que possui problemas mentais entre todos os outros problemas que adolescentes geralmente passam. Muita história vinda de uma mente só, com somente 1/3 de personagens do livro todo.
Já entre os adultos tudo se resume a mentiras. Todos mentem para todos, todos traem, todos se vingam, todos querem ser cegos quanto a tudo isso. Os adultos sofrem ainda o que somos acostumados a ver adultos sofrerem: solidão, sofrimento, desprezo, incompreensão, egoísmo, vício... E todos os outros problemas clichês.
O final do livro não me surpreendeu, mas acho que surpreendeu muita gente. Aconteceu o que eu acho importantíssimo que aconteça para que os livros sejam bons, por isso gostei bastante do final.
O décimo livro da J. K. Rowling é um bem diferente do que era acostumado se esperar dela. Muitas resenhas por aí dizem que esse livro é muito pesado, porque aborda drogas, bullying e estupro. Mas como tudo, depende do referencial. Não foi o livro mais pesado que eu já li, não foi nem o segundo mais pesado, mas se compararmos a Harry Potter, com certeza, esse livro contém histórias desagradáveis, porém que acontecem.
E para pessoas que gostam de séries, esse livro será adaptado para uma (uma minissérie...)! Deveria ter lançado três episódios esse ano (o que não aconteceu), porém a minissérie não foi cancelada (ainda). Algumas pessoas do elenco já foram divulgadas e temos o nosso lindo e perfeitamente maravilhoso (desculpem) Michael Gambon (Dumbledore). Aqui o elenco que já foi divulgado:
·          Michael Gambon — Howard Mollison, o dono da padaria de Pagford.
·         Julia McKenzie — Shirley, a esposa de Howard.
·         Rufus Jones — Miles, filho de Howard.
·         Keeley Hawes — Samantha Mollison, esposa de Rufus.
·         Rory Kinnear — Barry Fairbrother.
·         Keeley Forsyth — Terry Weedon.
·         Abigail Lawrie — Krystal Weedon, filha de Terry.
·         Monica Dolan — Tessa Wall.
·         Simon McBurney — Colin Wall, marido de Tessa.
·         Richard Glover — Simon Price.
·         Marie Critchley — Ruth Price, esposa de Simon.
·         Michelle Austin — Kay Bawden.

quinta-feira, outubro 02, 2014

RESENHA DE N° 1: Inferno, Dan Brown

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"Busca e encontrarás!" Dessa vez Robert Langdon precisa usar sua grande habilidade como simbologista para salvar a própria vida e conter uma ameaça que pode destruir toda a humanidade.
Publicado pela Editora Arqueiro;
448 páginas;
Avaliação:


                No sexto livro do autor Dan Brown, o professor Robert Langdon (ambos famosos desde O código Da Vinci) acorda em um hospital na Itália e não se recorda de como chegou e porque está lá. Tem a ajuda da médica Sienna Brooks para (como de costume) ajudá-lo a desvendar um mistério, que caso continue vendado, o mundo sofrerá sérias consequências.
                Como clássico de Dan Brown, esse livro é focado em algo. A Divina Comédia, de Dante Alighiere. Uma obra de arte. Então, como um exemplo de metalinguagem, temos um livro falando de um livro (isso pode ser considerado metalinguagem, eu acho). Tal livro (A Divina Comédia) é separado em três livros: “Inferno, Purgatório e o Paraíso”. Porém no livro de Dan Brown, toda a história gira em torno do primeiro livro, (como o próprio nome sugere) Inferno. Talvez porque é o nome que chama mais atenção dos três, talvez porque nenhum dos outros dois encaixariam-se no enredo, talvez porque é o livro mais legal dos três. Vai saber! As pessoas têm mania de falar que Dan Brown é comercial e por isso todas as histórias dele sempre são do mesmo jeito, mas Nicholas Sparks e John Green também são. Caso contrário, pessoas importantes para a trama dos livros não morreriam em todos os livros (tá, maioria).
                Nesse livro discute-se uma questão realmente importante (mas que talvez o autor tenha exagerado): Superpopulação. E é juntamente com essa questão que o livro de Dante está sempre relacionado (ou geralmente). No livro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está muito preocupada com o geneticista, Bertrand Zobrist (que é inclusive o vilão de todo o livro), que quer arrumar esse problema já citado antes, mas que não concorda com as maneiras que a OMS está tomando, por isso, ele toma outro rumo não muito agradável aos mocinhos.
Dan Brown é um autor que sempre usa a mesma fórmula para fazer seus livros, e deve ser por isso que muitas pessoas não apreciam suas obras. Neles sempre existem reviravoltas, órgãos de importância envolvidos em projetos polêmicos, e no final tudo funciona bem. E apesar disso, ele ainda é um dos meus autores preferidos, porque eu aprendo com seus livros coisas mais interessantes e que eu realmente não me arrependo de aprender, do que na escola (não pense que a escola é ruim, ela só não ensina muitas coisas interessantes); e podem até dizer que ele procurou tudo no Google e encaixou no livro de alguma forma, isso é bom! Quer um livro melhor do que um que te polpa fazer pesquisas por já ter todas as respostas, ainda por cima dentro de um enredo de investigações? Não era com informações importantes dentro de uma historinha que aprendíamos (ao menos a maioria) as coisas quando criança?       
De qualquer forma, o livro tem sim algumas propagandas, mas isso é irrelevante. Muitas reviravoltas, e só algumas me surpreenderam, e o final não é como sempre se espera. Não é um final ruim (desculpa pelo quase spoiler), mas não é o que todo mundo esperava.